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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Amanhã será um dia diferente!


Curiosamente, no final de 1983, no dia 27 de novembro de 1983, ocorreu em frente ao Estadio do Pacaembu, na cidade de São Paulo, o movimento "Diretas já", a manifestação contou com apoio de diversos segmentos da classe econômica e política do País, incluído forças sindicais da época. A repressão contra o movimento pelo regime militar crescia comandada pelo então general presidente Figueiredo, que classificava o movimento como "subversivo". O crescimento do movimento coincidia com o agravamento da crise econômica, que o país atravessava.

No ano seguinte, precisamente no dia 25 de janeiro de 1984, mais de 1,5 milhão de pessoas se reuniram para declarar apoio ao movimento "Diretas Já". O ato foi liderado pelos políticos como Tancredo Neves, Franco Montoro, Mário Covas e Pedro Simon. A essa altura, o "regime militar" perdia prestígio junto à população e pelos militares de baixo escalão que estavam descontentes com os seus salários corroídos pela inflação.

Passado 34 anos dos primeiros eventos do "Diretas já!", curiosamente, uma grande massa de população pede a volta dos militares no poder, mediante frases de efeito como "intervenção militar constitucional". O quadro político, econômico e social do País é muito semelhante àquele vivido em 1983. Hoje, o Brasil convive com cerca de 40 milhões de desempregados e sub-empregados. Somado a isso, o Brasil convive com mais de 60 milhões de pessoas "negativadas" no comércio. Politicamente, o presidente Temer não foi diretamente eleito pela população. Nunca na história o povo brasileiro teve que "aturar" um presidente com 3% de aprovação entre ótimo e bom. 

Não creio que o "retrocesso" no quadro político seja a solução para a "grave" situação econômica que o País atravessa e nem tão pouco solução para "moralização" das instituições da República. Estamos na luta democrática para ver tornar a realidade: "Amanhã será um dia diferente!"

Os que pensam diferente poderão manifestar-se no quadro de comentários. Não há censura nos conteúdos. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Brasil está à beira da falência!

Crédito da imagem: Folha

Ontem, dia 21, o Banco Mundial entregou aos ministros Henrique Meirelles e Dyogo de Oliveira um relatório sobre os gastos públicos do Brasil, encomendado pelo então ministro da Fazenda Joaquim Levy. Como era de se esperar a conclusão não é nada boa. Diz o relatório que o Brasil gasta mais do que pode. Exatamente, é o que venho dizendo em sucessivas matérias desde 2012. Brasil está à beira da falência. 

Com licença dos articulistas econômicos e funcionários da Fazenda e do Planejamento, vou descer a linguagem aos níveis que costumo usar neste blog, para que qualquer chefe de família ou pessoa leiga possa entender a situação do Brasil comparando ao cotidiano de cada um. Com economia sem economês é o que vou tentar expor a situação que o Brasil atravessa. 

O relatório do Banco Mundial diz que o Brasil, englobando os três níveis de governo, federal, estaduais e municipal, "aumentou em muito" os gastos públicos. Entenda como gastos públicos, as despesas em saúde, educação, segurança pública, manutenção da máquina pública e "juros da dívida pública". O relatório, em outras palavras, diz que o Brasil não vence de pagar as contas.

O Brasil vive como aquele chefe de família que não consegue mais viver com as rendas das próprias atividades. Se antes o País vivia de cheque especial dos bancos de fomentos como FMI e Banco Mundial, hoje, Brasil vive de dinheiro dos agiotas nacionais e internacionais para complementar a seus gastos públicos. Segundo o Banco Mundial, a dívida do País alcançou 73% neste ano, sendo que há 5 anos estava em 51,5% do PIB ou sobre tudo que o Brasil produz no ano.

Sem meias palavras, os sucessivos governos, de Lula ao Temer, entregaram a gestão financeira aos agiotas nacionais e internacionais. O Brasil teve como presidente do Banco Central, o agiota Meirelles. O País teve como ministros da Fazenda um executivo do Banco Bradesco, o Joaquim Levy. O governo Temer entregou a gestão financeira do governo ao agiota Meirelles como ministro da Fazenda e ao executivo financeiro Goldfajn para dirigir o Banco Central. É mesma coisa que entregar a gestão financeira para os agiotas nacionais e internacionais. 

Meirelles quis e presidente Temer fez aprovar no Congresso Nacional, a Emenda Constitucional do "teto dos gastos". A Emenda Constitucional revogou a Lei da Responsabilidade Fiscal aprovada no ano 2000. Para leigo entender, a Emenda do "teto dos gastos" permite ao governo gastar o que não tem, desde que ao limite dos gastos de 2016, corrigido pela inflação. Como em 2016, a arrecadação já não cobria os gastos públicos, então, oficializou-se os gastar o "dinheiro que não tem". Obviamente, o "dinheiro que não tem" o governo vai buscar junto aos "agiotas nacionais e internacionais". 

Desde último ano do governo Dilma, em 2015, o governo não consegue pagar as contas. Desde então, o governo federal vive de dinheiro dos agiotas nacionais e internacionais. Para não dar impressão negativa, o governo Temer trata o "dinheiro que falta" de "déficit primário", que nada mais é do que um "rombo fiscal". 

O que os sucessivos governos escondem é o "verdadeiro dinheiro que falta" ou o "rombo fiscal". Ao total de "dinheiro que falta", incluindo os juros que o País não consegue pagar, dá-se o nome de "déficit nominal".  O Brasil vai "rolando" as dívidas que vão vencendo. O Brasil não consegue sequer pagar os juros da dívida bruta!  Isto explica o endividamento bruto de 73% de tudo que o País produz. O número é confirmado pelo Banco Mundial.

Antes que o Meirelles tente explicar a situação financeira do governo, com o argumento da existência de "Reserva cambial" robusta, já vou explicando sobre a tal "Reserva cambial". A "Reserva cambial" é como o "saldo médio" que os agiotas internacionais "exigem" para continuar financiando a dívida pública do governo brasileiro. Na "Reserva cambial" o Brasil recebe apenas 1,25% de juros ao ano. enquanto pagamos média 4,5% ao ano de juros reais. 

Foi assim que aconteceu com a Grécia. A Grécia vivia de "dinheiro emprestado" dos agiotas internacionais. Coincidência ou não, a Grécia sediou a Olimpíada sem ter o dinheiro para tal evento. A Grécia entrou em "default". Para vocês entenderem, o "default" é situação de inadimplência, para os ricos. Para os mais pobres, a esta mesma situação se define como  de "falência". Brasil está a beira de "falência". Foi o que diz o relatório do Banco Mundial. 

Dá para ser feliz, assim?

Ossami Sakamori





terça-feira, 21 de novembro de 2017

Por que "temer" o governo Temer?


"Pecar pelo silêncio, quando deveria se protestar, se transforma homens e covardes." Disse Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, assassinado em 15 de abril de 1865, no exercício do cargo. Disse ainda que o povo não deve "temer" o seu governo e que o governo deve "temer" o seu povo. Por que o povo brasileiro teme o governo "Temer"?

O povo está com "saco cheio" do governo "Temer", no entanto, o povo age como se fosse "temer" o governo "Temer". Não há manifestações do povo contra o governo corrupto "Temer". O Michel "Temer" vendeu a ponte a esperança para o futuro. O povo está a "temer" a falsa ponte. A ponte está mais para a "pinguela".

Onde está o meu povo que esteve em diversas manifestações?  Ainda no dia 13 de março de 2016, com mais de 3 milhões de pessoas nas ruas das principais cidades do Brasil, o povo saiu para pedir "impeachment" da presidente Dilma. Isto foi há pouco mais de um ano e meio. O povo parece "temer" pela manifestações contra o presidente "Temer".  

O governo "Temer" parece ter comprado com o seu famoso "toma lá, dá cá", alguns dos integrantes dos três poderes da República. Há ministros comprados no Palácio do Planalto. Há ministros comprados no STF. Há deputados federais comprados na Câmara dos Deputados. Há senadores comprados no Senado Federal. Talvez por isso o povo deve "temer" o governo "Temer?"

A pergunta que eu faço é: Por que "temer" o governo "Temer"? Por que não saímos às ruas contra o governo "Temer"?

Ossami Sakamori


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Não haverá intervenção militar!


Alexis de Tocqueville

Nunca tive pretensão de angariar unanimidade em torno das minhas ideias e opiniões. Não sou político e nem tão pouco sociólogo. Não dependo de receita de publicidade para manter este blog. Procuro manter minha independência de opinião tanto quanto possível. Este blog está no "ar" há mais de 5 anos, sem se curvar às eventuais represálias dos que "mandam" no País. Não será desta vez que iria me melindrar com opiniões discordantes às minhas. O espaço destinado aos comentários continuam livres para quem dele quiser fazer uso. 

Em pleno século XXI, tem pessoas que defendem "intervenção militar" no País. Nem sei bem qual é o "formato" dessa intervenção desejada pela população. Ao contrário do que se apregoa, não há nenhum respaldo constitucional para "intervenção militar", a não ser por via de "força". Intervir no STF, no Poder Executivo e no Poder Legislativo, só mesmo em "estado de sítio", conquistado pelo poder de "força". Pedir "intervenção militar" é como pedir para jogar lama na democracia conquistadas às duras penas.

O certo é que o próprio general Mourão, que declarou numa reunião das lojas maçônicas à favor da "intervenção militar", esquiva-se ao assunto. Segundo informações que me fez chegar através de pessoa próxima dele, o general Mourão não vai aventurar-se numa "intervenção militar" como é o desejo de muitos daqui. Segundo a fonte, o general Mourão tem outros projetos em mente com relação à política. 

Aos que defendem o "regime de exceção", recomendo a leitura da obra, a mais consultada, sobre a "democracia". Trata-se do livro: Democracia na América. Livro 1. Leis e Costumes do autor francês Alexis de Tocqueville (1805-1859). O livro é uma coletânea de impressões que o magistrado francês Tocqueville teve dos Estados Unidos da América à época. Vamos lembrar que os Estados Unidos é detentor de uma democracia a mais duradoura do Ocidente. Os Estados Unidos seguem rigorosamente o calendário eleitoral, sem interrupções, desde o seu primeiro presidente George Washington, que tomou posse em 1789, há quase 230 anos! 

O concreto é que não faço parte de nenhuma casta política ou econômica do País, que "manipulam" a política e o destino do País, há décadas. A história recente do País nos mostra que houve algumas tentativas de golpe à "democracia". A tentativa de permanência no poder pelo presidente Getúlio Vargas culminou em suicídio. A tão enigmática renúncia do presidente Jânio Quadros, sugere a leitura de uma tentativa de "golpe" civil. Também, é notório o "golpe militar" de 1964, viabilizado com o apoio explícito do governo dos Estados Unidos. 

General Mourão, certamente, frustará à vontade da população. General Mourão não será "interventor militar". General Mourão será candidato a algum cargo eletivo em 2018, obedecendo rigorosamente os preceitos legais em vigor. Assim foi me dado o recado. E assim, estou a publicar esta matéria para desdizer o que foi dito na matéria anterior. E assim, felizmente, a "democracia" continuará a vigorar no Brasil. 

Não haverá intervenção militar!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



domingo, 19 de novembro de 2017

General Mourão, interventor militar


Causa perplexidade a afirmação de um general do Exército, em ativa, pregar "intervenção militar" no País. Para começo de conversa, aos militares reservam papel importante que é a defesa da "soberania" diante de "inimigos externos".  O general Mourão presta desserviço ao País quando afirma impor intervenção militar diante de "corrupção" que reina no País.  Vamos lembrar que o escalabro da corrupção está sendo desvendado e julgado pelo Judiciário brasileiro. Não foi o general Mourão e nem Forças Armadas que fez denúncias sobre os desmando dos políticos. E, como de repente, vem com o arroubo da "intervenção militar". 

Na prática, intervenção militar significa "rasgar a Constituição da República". Não há previsão constitucional de uma "intervenção militar" como apregoam os adeptos e apoiadores. Intervenção militar significa que o general Mourão vai "autonomear" presidente da República, com ou sem respaldo das Forças Armadas. A última notícia de uma "intervenção militar" foi no atrasado Zimbawe, ironicamente, para derrubar uma ditadura. 

Para colocar em prática uma "intervenção militar" no Brasil, há que convocar o Conselho de Defesa e decretar o "estado de sítio". O "estado de sítio" suspende "todos" direitos fundamentais do povo previstos no Artigo 5º da Constituição Federal, em vigor. Só "estado de sítio" permitiria ao general Mourão fazer a prometida "limpeza" nos três poderes da República. Em querendo, a suspensão do Artigo 5º da Constituição permite ao general Mourão fazer "sequestro de propriedades", inclusive "sequestro de poupanças".

A intervenção militar de 1964, foi com feito também com as melhores intenções (sic) para manter a ordem pública e fazer a "limpeza" nos três poderes da República, tal qual quer o general Mourão. A intervenção militar de 1964 era para ser por período curto, apenas o suficiente, para fazer a "limpeza" nos três poderes. Deu no que deu! O regime militar de 1964, só acabou 20 anos depois com a penosa "redemocratização" do País. 

Nas sucessivas matérias, até ontem, apresentei os pretensos candidatos para eleições presidenciais de 2018. Não é possível que nenhum desses candidatos tenha carisma ou força para fazer as mudanças políticas e econômicas necessárias para o desenvolvimento sustentável do País. Fazer uma boa escolha é o melhor caminho para saída da crise política que se meteu o Brasil. Mas, certamente, o caminho da "intervenção militar" é o pior caminho para o futuro do País. 

General Mourão, só uma perguntinha: Qual é o seu soldo e quais são os benefícios diretos e indiretos decorrentes da função que exerce nas Forças Armadas? Vossa Excelência está no "bem bom", não está?  Sabia que o contribuinte brasileiro é que paga para exercer as funções próprias nas Forças Armadas. Deixa, general Mourão, que o povo brasileiro através de eleições em 2018 escolha o seu destino.

General Mourão, Vossa Excelência, em querendo, poderá mandar um "camburão" da Polícia do Exército me buscar para que eu confirme o depoimento à Justiça Militar, como de costume em qualquer regime militar. 

Ossami Sakamori




sábado, 18 de novembro de 2017

Geraldo Alckmin, presidente da República!



Geraldo Alckmin deverá ser candidato à presidência da República pelo PSDB. A convenção partidária prevista na primeira quinzena de dezembro deve levá-lo ao posto de presidente do PSDB, condição quase que indispensável para lançar-se candidato ao cargo máximo da República. O imbróglio provocado entre os senadores Aécio Neves e Tasso Jereissati, últimos dois presidentes, até favorece a postulação do governador de São Paulo à presidência do PSDB.

O médico Geraldo Alckmin ao longo da sua vida seguiu carreira política. Foi vereador e prefeito da sua cidade natal, a Pindamonhangaba. Alckmin foi deputado estadual do estado de São Paulo e deputado federal. Geraldo Alckmin foi vice-governador de São Paulo. Foi governador do estado de São Paulo pela primeira vez, em dois mandato, de 2001 a 2006. Foi candidato à presidência da República em 2006, sendo derrotado pelo Lula da Silva. Geraldo Alckmin ocupa o cargo de governador do estado de São Paulo desde 2011 pela segunda vez. Para se candidatar à presidência da República Alckmin deverá renunciar ao cargo de governador até 6 de abril do próximo ano, para desincompatibilizar-se. 

Geraldo Alckmin tem experiência administrativa adquirida em dois mandato de governador do maior estado da federação. O estado de São Paulo tem 44 milhões de habitantes e maior colégio eleitoral dentre 27 unidades da federação. O estado de São Paulo representa cerca de 1/3 do Produto Interno Bruto do País. O estado de São Paulo possui as 10 rodovias melhores avaliadas do País. Administrar estado como o de São Paulo coloca Geraldo Alckmin como melhor preparado para administração pública dentre os candidatos colocados até agora. 

Politicamente, dizem os seus amigos que ele joga partida de futebol "parado", sem confrontos. O maior adversário do Geraldo Alckmin para concorrer à eleição de presidente da República é ele próprio, creio eu.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

Lula da Silva, presidente da Papuda!


Lula da Silva se apresenta como candidato à presidência da República nos seus périplos pelo Brasil. No entanto, a candidatura dele depende da confirmação ou não pelo TRF4 referente à condenação imposta pelo juiz federal Sérgio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba referente ao caso conhecido como "triplex de Guarujá".  Se confirmada a decisão do TRF4, Lula da Silva se torna inelegível pela lei da "ficha limpa". No cenário desenhado, o PT deve lançar uma candidatura alternativa escolhido dentre seus membros. 

Lula da Silva é chefe da facção criminosa que tomou conta do País, que dilapidou o patrimônio público cometendo crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A ladroagem parece estar no "sangue" do pretenso candidato Lula da Silva. Quando deixou o cargo de presidência da República subtraiu 14 caminhões de acervos do Palácio do Planalto e do Palácio da Alvorada. Dentre acervos subtraídos constavam desde os presentes recebidos pela presidência da República, de gestões anteriores, até vinhos importados no porão para serem servidos aos visitantes do Palácio da Alvorada. Lula da Silva é um ladrão pé de chinelo com desenvoltura de um mafioso italiano. 

O cidadão Lula é processado pela Justiça Federal em mais de 6 casos de crimes comuns e de tráfico de influência. Ver um ladrão "pé de chinelo", novamente, à frente do cargo máximo da República Federativa do Brasil é um "escárnio" para cidadão brasileiro, minimamente letrado. 

Lula da Silva serve mesmo para ser candidato de chefe dos seus amigos da Papuda do que ser presidente da República de todos brasileiros.

Ossami Sakamori


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Álvaro Dias, presidente da República.



Senador Álvaro Dias é candidato à presidência da República pelo Podemos, partido que se filiou neste ano. A carreira política do senador é extenso. Criou-se na cidade de Maringá e foi radialista. Formou-se em História pela Universidade Estadual de Londrina e iniciou a carreira política elegendo-se vereador em 1968 pelo MDB.

A carreira política do senador Álvaro Dias é extensa. Foi eleito deputado estadual em 1970, deputado federal em 1974, senador da República em 1982 e governador do Paraná em 1986. Eleito senador da República em 1998, estando no seu terceiro mandato. Nas eleições de 2014 elegeu-se senador com 4,1 milhões de votos correspondente a 77% dos votos válidos de todos paranaenses. 

Como governador no período 1986/1990 em notabilizou-se por ligar o estado de norte ao sul do Paraná com estradas pavimentadas. Até então, o norte do Paraná era ligado umbilicalmente ao estado de São Paulo. Deixou o governo com popularidade que vem se confirmando em sucessivas eleições. 

Recentemente, senador Álvaro Dias filiou-se ao Podemos, deixando sua breve passagem pelo PV. Álvaro Dias tem competência e experiência para governar o País. O senador não tem "guru" em especial pois ele próprio possui experiência como administrador público de um estado importante do País. Álvaro Dias merece minha confiança. 

Ossami Sakamori


Manoela D'avila, presidente da República.



Deputada Estadual Manoela D'avila será candidata à presidência da República em 2018 pelo PCdoB. Manoela já foi deputado federal pelo mesmo partido. O PCdoB foi tradicional aliado nas eleições anteriores, mas desta feita deve lançar o nome da Manoela D'avila ao cargo majoritário, para tentar alcançar pelo menos 8 deputados, com objetivo de garantir a cláusula de barreira. Nada sei sobre a sua vida particular ou  política, a não ser rumoroso caso com ex-ministro da Justiça do governo Lula, José Eduardo Cardozo, noticiado pela imprensa com insistência, à época. 

Ossami Sakamori




Luciana Genro, presidente da República.


Luciana Genro foi lançada candidata à presidência da República pelo PSOL do Rio Grande do Sul, no último domingo, dia 12. Ela já foi candidata ao mesmo posto em 2014 e obteve pouco mais de 1,8 milhão de votos. Luciana é filha do ex-ministro da Justiça do governo Lula Tarso Genro. No próximo dia 2 de dezembro, o PSOL deve oficializar a sua candidatura. Nada mais sei da sua vida particular ou política. Ela não vai levar o meu voto.

Ossami Sakamori



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

João Amoêdo, presidente da República


João Amoêdo é candidato à presidência da República pelo Partido Novo, do qual ele é presidente e fundador. Ele defende economia liberal, sem definir bem o que se pretende caso vença a disputa ao cargo. Amoêdo é um ex-banqueiro, segundo informações disponíveis no Google. João Amoêdo,  foi sócio do Banco BBA. Matriz econômica liberal é sonho de muitos, incluído este que escreve. No entanto, só princípio liberal, não é suficiente para ser candidato de todos brasileiros.

Segundo Veja, ele está sendo assessorado pelo Gustavo Franco. Gustavo Franco foi presidente do Banco Central no primeiro mandato do governo FHC. Gustavo Franco é conhecido pelo famoso e escandaloso "CC-5", Carta Circular número 5 que liberava remessa de divisas para o exterior, sem justificativas. Muitas operações autorizadas pelo  CC-5 do Gustavo Franco acabaram terminando no Caso Banestado, precursor do Lava Jato, julgado pelo juiz Sérgio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Aparentemente, ele se porta como candidato de novas idéias, mas a assessoria do Gustavo Franco, indica que nada haverá de novo no horizonte. Pelo contrário, a candidatura do Amadêo pode ser retrocesso na política econômica. O Brasil não aguenta mais experiências como as que levaram o País em sucessivas "crises econômicos".

Ossami Sakamori

Marina Silva, presidente da República.


Prosseguindo a série de presidenciáveis, podemos afirmar que Marina Silva da Rede vai se candidatar ao posto de presidente  da República nas eleições do próximo ano. Marina já concorreu ao mesmo cargo nas eleições de 2014 tendo como adversários a Dilma e o Aécio. Marina Silva é considerada candidata "melancia". 


As redes sociais a consideram como "melancia" por ter pertencido ao PV e ao PT. Verde por fora, vermelho por dentro. Ela fez toda sua carreira política no PT. Marina foi senadora por estado de Acre. Foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula. De história conhecida sobre ela, negativamente, foi o envolvimento do seu ex-marido no comércio ilegal de madeira, quando Marina ainda exercia o cargo de ministro do Meio Ambiente. 

Marina Silva é presidente da Rede Sustentabilidade, partido de esquerda. No entanto, a sustentação financeira da sua candidatura basei-se na força econômica da Neca Setúbal, acionista importante do Banco Itaú. A Neca Setúbal, a guru da sua candidatura, recebe de dividendo, anualmente, mais renda que muitas mais do que maiores fortunas do País.

Marina Silva, segundo a Veja, está sendo assessorada pelo consultor Eduardo Giannetti. O mesmo economista já foi um dos formuladores da política econômica do Aécio Neves em 2014. Eduardo Giannetti é considerado bom. Respeito os pensamentos econômicos dele. No entanto o meu voto, com certeza, não pertence a Marina Silva, em nenhuma hipótese.

Ossami Sakamori

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Intervenção militar em Zimbawe!


Depois de forças armadas terem ocupado a televisão pública durante a madrugada dessa quarta-feira, o major-general Sibusiso Moyo leu um comunicado dizendo que o objetivo da "intervenção militar" é para atingir os "criminosos à volta do presidente Robert Mugabe que estão cometendo crimes que causam sofrimento social e econômico no país". Disse ainda que o presidente deposto e sua família estariam salvos, numa transição de poder, sem sangue.

Intervenção militar ou golpe militar, no século XXI, só acontecem num país de quinta categoria como o Zimbawe, um país centro-africano. Extensão territorial do país é pouco menor que o estado de São Paulo e a população estimada em cerca de 13 milhões de habitantes. A língua oficial é inglesa. O seu PIB é pouco mais de US$ 7 bilhões. O país é conhecido pelas belas Cataratas de Vitória (Victoria Falls).


O acontecimento veio a calhar para o despertar atenção sobre o tema. Em pleno século XXI, pretender intervenção militar no Brasil é como querer que o País se torne de quinta categoria tal qual o Zimbawe. O motivo é visto pela comunidade internacional como coisa do "terceiro mundo", um acontecimento numa republiqueta de "quinta categoria". Única diferença, se acontecer no Brasil, seria que o "interventor militar" será o general Mourão, já declarado intervencionista. A intervenção militar no pobre Zimbawe vem no momento oportuno para que o povo brasileiro faça uma profunda reflexão sobre o papel das forças armadas do Brasil. 

Pobre do Brasil que o povo está a pedir "intervenção militar". Não é verdade que há previsão constitucional de uma intervenção militar no Brasil na forma imaginada pelo povo e maliciosamente difundida pelas redes sociais. Se houver deverá ser aprovado pelo Conselho de Defesa presidida pelo presidente da República, no caso Michel Temer. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Jair Bolsonaro, presidente da República


Da série de presidenciáveis, o segundo mais bem cotado nas pesquisas é o deputado Jair Bolsonaro do Patriotas. Em primeira colocação, está o Lula da Silva, com risco de ser barrado com a Lei da Ficha Limpa. Bolsonaro é deputado há 6 mandatos, Capitão de Exército reformado. Considera-se candidato da extrema direita. Hoje, ele tenta formar família de políticos profissionais. 

Jair Bolsonaro com 6 mandatos como parlamentar não teve inciativa de apresentar lei que o notabilizasse.  Bolsonaro notabilizou-se pelas brigas com a deputada Maria do Rosário e com o deputado Jean Wyllys. Deputado Bolsonaro tem seus rompantes. Certa vez, ele afirmou que no governo dele "ladrão de mexerica" ia ser preso. Não sabemos qual é a posição dele em relação aos seus colegas corruptos. 

A grande imprensa noticia que Jair Bolsonaro e sua família estaria tendo aulas de economia com o economista Adolfo Sachsida. O economista citado é funcionário do IPEA. Segundo ele próprio declarou para Estadão que ele e 11 economistas e intelectuais tem mantido interlocução com o Bolsonaro, sem remuneração. Até onde sabemos o economista Adolfo Sachsida está filiado ao DEM. 

É triste saber que muitos candidatos estão fazendo "cursinho intensivo" de macroeconomia como se isso o qualificasse para avaliar ou formular uma matriz econômica que leve o Brasil ao desenvolvimento sustentável.  

Com "cursinho intensivo", Jair Bolsonaro, no meu entender, não tem qualificação para formular uma política econômica e social que leve ao desenvolvimento sustentável e que ao mesmo tempo encurte a distância que separa os mais ricos dos mais pobres do País.

Ossami Sakamori

Luciano Huck, presidente da República.

Crédito da imagem: IG

A Rede Globo sempre esteve patrocinando candidaturas presidenciais, apesar de ser explorador de serviços de concessão pública. Elegeu através da força dos meios de comunicação que dispõe, o Fernando Collor. Da mesma forma como o elegeu, ajudou a destituir do cargo de presidente da República. Desta feita, lança a candidatura do apresentador Luciano Huck ao cargo máximo da República.

Apesar de proibido fazer propaganda eleitoral antecipado como candidato a qualquer cargo eletivo antes da convenção no mês de julho do próximo ano, ninguém mais respeita a legislação eleitoral. A candidatura do Luciano Huck está colocada nos meios de comunicação não convencionais. Que se dane a legislação!

A revista Veja, dá como certo a postulação do Luciano Huck pelo PPS. Por outro lado, o senador Cristovam Buarque, do mesmo PPS, anunciou tirar licença do Senado Federal para fazer giro pelo Brasil, para divulgar a ideia de candidatura do Luciano Huck. Ele próprio postula o cargo de vice-presidente na chapa do pré-candidato do PPS. 

Segundo a Veja, Luciano Huck estaria se encontrando com o Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no segundo governo do Fernando Henrique e também formulador da política econômica do então candidato Aécio Neves em 2014.  Luciano Huck , com certeza, deve estar precisando de um cursinho rápido de macroeconomia para poder entender o que pretende Armínio Fraga. O competente investidor Armínio Fraga é presidente da BMFBovespa, para ninguém botar dúvida sobre a sua competência no mercado financeiro nacional e internacional.  

À medida que vai definindo os pretendentes à função de presidente da República, irei apresentando os candidatos e seus "gurus", formuladores da política econômica. Mas, vou avisando que Luciano Huck não é o meu candidato à presidência da República!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Temer promete reforma da previdência desidratada!

Crédito da imagem: Globo

Após demonstração de indecisão, presidente Temer pressionado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles pretende aprovar, ainda este ano, a reforma da previdência. Michel Temer perdeu apoio da sua base parlamentar após duas denúncias de crimes comuns pelo MPF. Em qualquer circunstância e em qualquer governo a aprovação de uma Emenda Constitucional necessita de uma base sólida. Temer perdeu o bonde da história. Não tem maioria absoluta para aprovação de reforma da previdência social, a não ser "desidratada".

A Emenda Constitucional que necessita de no mínimo 308 votos dos deputados e 54 votos dos senadores, poderia ter sido aprovado no final de 2016 ou no início de 2017, quando o governo Temer ainda tinha cacife para bancar as reformas estruturantes. À essa altura dos acontecimentos, com eleições gerais previstos para a menos de um ano, nenhum parlamentar quer se comprometer em votar "medidas impopulares" como a da previdência. 

A equipe do Palácio do Planalto quer aprovar a reforma da previdência para tentar garantir a "agenda positiva" prometida ao "mercado financeiro". Agora a ordem é reforma da previdência "desidratada" para o "otário" ver. Desidratada palatável, só mesmo a "cebola desidratada". Só mesmo fazendo críticas desta forma para aguentar o governo impopular até 31 de dezembro de 2018. 

O presidente Michel Temer, só se sustenta com o efeito de intenso trabalho de "marketing", com mídia comprada a peso de ouro! Claro, comprado com o dinheiro do contribuinte: eu, você e nós!

Ossami Sakamori


domingo, 12 de novembro de 2017

Meirelles quer ser presidente da República!

Crédito de imagem: Veja

Henrique Meirelles segue ao pé da letra a frase "máxima" utilizada pelo ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, o embaixador Rubens Ricupero, em 1994. Disse Ricupero ao jornalista Carlos Monforte: "O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde". O canal de transmissão estava aberto e vazou o diálogo. Embaixador Ricupero pediu demissão do cargo no dia seguinte e o jornalista foi colocado na geladeira pela Rede Globo.  

Pois, o Henrique Meirelles, na mesma posição funcional do ex-ministro da Fazenda, segue a frase "máxima" do seu colega.  Com intensão de se apresentar como candidato à presidência da República em 2018, vende ao povo a realidade "menos ruim", a reforma da previdência, e esconde a realidade "pior", as despesas com juros da dívida pública.

Segundo o Meirelles, o rombo da previdência deste ano será de R$ 50 bilhões, equivalente grosso modo a pouco menos de 1% do PIB. Com tendência de crescimento à razão de 6% ao ano, em termos reais, segundo estudos do IPEA. Isto é parte "menos ruim" que está sendo anunciada pela mídia, comprometido até pescoço com expressivas verbas publicitárias do governo Michel Temer. 

Henrique Meirelles esconde, seguindo rigorosamente à "máxima" do seu colega embaixador, esconde a parte "pior" da equivocada política econômica e monetária. Meirelles esconde que a parte pior que são os pagamentos de juros reais da dívida pública federal que cresce à razão de 5% ao ano. O estoque da dívida pública federal está ao redor de R$ 4,5 trilhões em valores brutos e R$ 2,1 trilhões em valores líquidos pelos últimos dados disponíveis. 

Para entender melhor a diferença entre a "dívida pública bruta" e "dívida pública líquida" segue o glossário sobre o tema. A Dívida pública Bruta: Dívida do setor público não-financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não-financeiro e o resto do mundo. Dívida pública líquidaDívida pública bruta menos a soma dos créditos do setor público não-financeiro e do Banco Central. Inclui no crédito, a Reserva cambial do Brasil aplicado em títulos do Tesouro americano à juros de 1,25% ao ano, hoje. Inclui no crédito, também, o empréstimo do Tesouro ao BNDES ao redor de R$ 450 bilhões à juros subsidiados. 

Acontece que o governo federal paga taxa básica de juros Selic, entre 4% a 5% acima do IPCA sobre a Dívida bruta nas novas capitações e renovações das dívidas antigas enquanto a taxa de juros a receber dos "créditos" continuam subsidiados. A tão comemorada Reserva cambial, à rigor, traz prejuízo ao Tesouro Nacional. O restante dos "créditos" do Tesouro são os subsídios generalizados aos "amigos do Planalto". Pois bem, os juros reais e os subsídios generalizados custam aos cofres públicos entre R$ 150 bilhões a R$ 200 bilhões, muito além do "déficit da previdência" estimado pelo Meirelles em R$ 50 bilhões.

Dito isto, conclui-se que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles é o maior espertalhão e o presidente Michel Temer é o maior bobão da República. Espera-se que o novo presidente da República tenha pelo menos a mínima noção de macroeconomia para não ser enganado pelos notáveis "formuladores" da política econômica!

E o mercado financeiro, claro, aposta no Henrique Meirelles para presidência da República em 2018! E a Rede Globo aposta no Luciano Huck. Vamos chorar ou rir?


Ossami Sakamori

sábado, 11 de novembro de 2017

Inflação voltará!

Crédito da imagem: Exame

Segundo o IBGE, a inflação no País no mês de outubro foi de 0,42%. O índice é maior do que 0,26% registrado em outubro do ano passado. Com isso, o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 2,70%, abaixo do "piso" (sic) da meta do Banco Central de 3%. O governo Temer comemora, mas não vejo motivo para tanto. A volta da inflação pode atrapalhar o sonho de País que está em vias de sair da pior depressão dos últimos 100 anos. 

O custo para alcançar o baixo índice de inflação, tão comemorada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, é muito alto para o País. O número de desempregados e desalentados (os sub-empregados e biscateiros) está próximo de 40 milhões de trabalhadores. O número de pessoas adultas inadimplentes no comércio está ao redor de 60 milhões. Para uma população de 207 milhões de pessoas, incluindo menores de idade para o trabalho, os indicadores econômicos/sociais são aterrorizantes. 

Os indicadores econômicos faz parte do resultado de uma "matriz econômica" equivocada dos sucessivos governos desde 2003, incluindo o governo Temer. A matriz econômica do governo Temer nada diferencia dos governos anteriores. O principal formulador da política econômica do governo Temer Henrique Meirelles é o mesmo que presidiu o Banco Central por 8 longos anos no governo Lula. Em política econômica, governo Temer é a mesma dos governos Lula/Dilma. Nada me convence que é diferente. 

Com um pequeno aumento da demanda no consumo e o efeito do aumento de combustíveis para próximos meses, a fantasma da inflação volta rondar o Palácio do Planalto. Não tem como sair do círculo vicioso, sem a mudança na "matriz econômica" preconizada por mim no Brasil liberal já! . A última esperança é que o novo presidente da República trilhe um novo caminho, saindo da mesmice "neoliberal" dos últimos 15 anos!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

É inexorável o aumento do preço de combustíveis.

Crédito da imagem: Dudu Aritana (GO)

O aumento da gasolina está na bomba. O povo de Goiás sabe muito bem disto. Ontem, teve manifestações contra o aumento "abusivo" dos combustíveis na bomba na capital goiana. A imagem enviada pelo jornalista Dudu Aritana de Goiânia "esfrega" na cara dos proprietários de veículos, mais do que os melhores textos que possa produzir. O pior é que atrás do aumento de combustíveis vem os aumentos de produtos de consumo em cascata. A notícia de aumento de combustíveis vem no momento em que o Banco Central anuncia queda da inflação e bonança na área econômica.

Nem é necessário ser especialista para explicar, grosso modo, as oscilações do preço de petróleo no mercado internacional.  A queda ou o aumento, normalmente, vem acompanhado de algum episódio político ou econômico. O preço do petróleo bateu o recorde antes da crise financeira internacional em 2008, o barril "tipo leve" esteve cotado a US$ 140 o barril. Em janeiro de 2016 chegou no fundo do poço, com menor preço dos últimos 12 anos, chegou a ser negociado a R$ 30 o barril. 

Os recentes aumentos decorrem da crescente tensão no Oriente Médio, a briga entre a Arábia Saudita e seus vizinhos. Vamos lembrar que a maior reserva de petróleo encontra-se no Oriente Médio. Os árabes controlam o mercado de petróleo, sobretudo porque tem o custo de produção muito baixo, menos de US$ 10 o barril, enquanto o custo de produção do pré-sal brasileiro custa em média US$ 50, incluído as ladroagens. 

Ontem, o preço de petróleo do tipo Brent, referência do mercado, fechou próximo de US$ 64 o barril. Considerando o  preço dos picos e a média histórica dos últimos 10 anos, é seguro "apostar" que o barril de petróleo deva perseguir o preço de US$ 90 o barril. O preço de petróleo ao nível indicado aqui, favorece a Petrobras que tem seu custo de produção muito alto. No entanto o preço de combustíveis na bomba sofrerá aumento ao redor de 50%, impactando sobremaneira na cadeia produtiva e de consumo. 

Certamente, se o aumento de petróleo chegar na média histórica dos últimos 10 anos, a inflação voltará com vigor. A consequência é a revisão da política monetária do Banco Central. Se o Banco Central continuar seguindo a matriz econômica ortodoxa como vem sendo praticado, a taxa básica de juros Selic terá viés de alta ao invés de viés de baixa como apregoa a ata da última reunião do Copom. 

O aumento de petróleo no mercado internacional impactará imediatamente no bolso do consumidor, completamente vazio, pela situação econômica que atravessa o Brasil.

Ossami Sakamori



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Fernando Segóvia, novo diretor-feral da PF


"O Ministério da Justiça comunica que o senhor Presidente da República escolheu nomear o Delegado Fernando Segóvia como novo diretor-geral do Departamento de Polícia Federal. Nesta mesma oportunidade, o ministro da Justiça expressa ao Delegado Leandro Daiello seu agradecimento pessoal e institucional pela competente e admirável administração da Polícia Federal nos últimos seis anos e dez meses". Assim foi o comunicado do Palácio do Planalto.

O novo diretor geral da Polícia Federal foi indicado pelo ex-presidente José Sarney e pelo líder do governo no Senado Romero Jucá, ambos do PMDB. A indicação é claramente política. Segundo a grande imprensa, o novo delegado da Polícia Federal Fernando Segóvia tem apoio dos colegas delegados de Polícia Federal de todo o País.

Ossami Sakamori


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Bitcoin é pirâmide!

Crédito da imagem: Empíricus

Não palpitar sobre como cada um dos leitores devem investir. Investimento é coisa de decisão pessoal. Cada um sabe o risco e rentabilidade sobre o dinheiro que aplica. Mas, quando os riscos de investimentos são mais do que evidentes, procuro chamar atenção sobre o fato que ocorre no mercado. Fiz assim com a "bolha imobiliária" em inúmeras matérias.  

Hoje, escrevo sobre o "Bitcoin", a dita "moeda virtual". Resolvi escrever porque a Rede Globo fez a matéria no Jornal da Noite, horário nobre, falando da "valorização" expressiva do "investimento", coisa de 1.000%.  Fico muito preocupado que algumas ditas "corretoras" estão indicando o investimento em "Bitcoin" como uma boa alternativa de investimento.

Um "espertalhão" criou e emitiu uma "moeda virtual" com emissão "limitada e criptografada" de um "pseudo" moeda denominado "Bitcoin", fazendo semelhança com as moedas emitidas pelos Bancos Centrais de qualquer país. Exatamente, este é o ponto do "engana trouxa". A emissão de toda e qualquer moeda, física ou escritural, de qualquer país é regulamentado e fiscalizado pelo BIS - Bank for International Settlements ou o Banco de Compensações Internacionais, com sede na Suíça. "Bitcoin", obviamente, não tem respaldo do BIS. 

"Bitcoin" é uma pirâmide criado por alguns "espertalhões". Os que iniciaram a pirâmide ganharam e continuam ganhado dinheiro "sempre" com os novos otários. "Bitcoin" só tem conversibilidade numa mão, ou seja, moeda local compra o "Bitcoin", mas "Bitcoin" não é conversível em nenhuma moeda em nenhuma instituição financeira. Pergunte ao gerente da sua conta se troca o "Bitcoin" em "real"? É capaz de seu gerente denunciar você à Delegacia de Estelionato.

Assim como acontece nas "pirâmides", os primeiros que entraram no "Bitcoin", há cerca de 8 anos ou pouco menos, já realizaram "ganhos exorbitantes". Quem entrar no "Bitcoin" d'agora em diante vai correr o risco de ficar com o "mico" na mão. A Rede Globo está a patrocinar uma outra moeda virtual em substituição ao "Bitcoin". O fim está próximo! Fiquem espertos!

Ossami Sakamori



terça-feira, 7 de novembro de 2017

Temer é "xepa" do fim de feira!

Crédito de imagem: Folha

Deu na grande  imprensa de que o presidente Michel Temer reuniu-se com as lideranças dos partidos para agendar as reformas estruturantes que ficaram para trás, em função das duas denúncias que teve origem no STF para serem autorizadas pela Câmara dos Deputados. Livrado das denúncias, passado mais de três longos meses de desgaste político, Temer tenta retomar a agenda positiva traçada no início do seu mandado em maio de 2016. No entanto, há consenso entre os parlamentares de que a principal reforma, a da previdência, não passará na Câmara dos Deputados, se colocada em pauta. 

O presidente Temer se encontra praticamente no fim do mandato, faltando exatamente 11 meses para o primeiro turno das eleições presidenciais. O clima na Praça dos Três Poderes é de "fim de feira". Os parlamentares que querem se reeleger nas próximas eleições e os partidos políticos que querem lançar candidato à presidência da República não querem a imagem de "fim de feira" de um governo Temer colados nas suas imagens. 

Pois, a reunião de ontem no Palácio do Planalto, segundo a imprensa noticiou, esteve ausente as lideranças de alguns partidos de sustentação do governo Temer, prestes aos "desembarques". O governo Temer, próximo do fim e início do período de definição, não tem mais sustentação. Os "desembarques" do governo diante da aprovação pífia pela população, menos de 3% de avaliação ótimo e bom, passa a ser para parlamentares e partidos políticos uma questão de sobrevivência. 

Dentro deste quadro de "fim de feira", o ministro da Fazenda Henrique Meirelles prepara Medidas Provisórias, que entram em vigor imediatamente, uma pífia reforma tributária para tentar aliviar o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" deste e do próximo ano. Meirelles optou pelas Medidas Provisórias porque estas entram em vigor imediatamente. Ministro da Fazenda está "desesperado" em tentar fechar as contas dentro dos limites de um déficit primário de R$ 159 bilhões para este e para o próximo ano. 

Michel Temer, à essa altura do calendário eleitoral, com baixa popularidade, será tratado como "xepa" do fim de feira pelos deputados e senadores. D'agora em diante, um parlamentar tirar fotos com presidente Temer é como tirar votos de seus eleitores. A vida é feito de idas e vinda, inclusive para um presidente da República. Temer é considerado "xepa" do fim de feira!

Ossami Sakamori